Thursday, June 21, 2007

COnversas, incenações.
vidas entrelaçadas .... Entre, entre nesse nosso reino de insanos

E passeando por cidades ingratas. Sempre sempre a encenar...
E festejar

Ela e Ele...
dois que não valem nem por um.

Nossos filhos brotarão na goiabeira do quintal
na pedra onde tu escrevera meu nome
as mãos do tempo escavou
e não restara mais
nada mais do que a rosa desfeita e a dor.
tua ausência está presente em mim
e ela se chama saudade

Sente-se que tens sentido?
não, não
e nem é preciso.
estamo-nos a nossa vida

E essas lembranças
onde vê-se uma parte
uma cena
Uma tarde quente, onde onduladas ficavam as visões ao horizonte.
E num pequeno espaço de sombra, alto aos olhos alheios, os dois pousam. faz dali o seu pequeno lugar. o lugar que vai abrigar por poucos tempos a sua divagação. a sua disposição de seixar levar-se pelo cano oculto. o cano paralelo a outra parte. outra diferente das nossas, onde se construiram outras imagens, outra percepção. o seu pequeno paraíso artificial. criado logo ali. naquele pequeno espaço sombreado acima dos olhos de outrem. e dali voaram!

Denali.

Wednesday, June 20, 2007

Minhas palavras não dizem, sugerem
Pour quoi? c'est que mon coeur au milieu des délices D'un souvenir jaloux constamment oppressé' Froid au bonheur présent va chercher ses supplices Dans l'avenir et le passe'. (Alex. Dumas.)

Tuesday, June 19, 2007

Eu? Nada sei, e o que eu sei serve somente para mim. (Bianca Negritta)

Queres os holofotes cherrie? Pois bem, faça bom uso deles, eu não os quero. Fique. Limitado a esse seu ponto, a essa sua tão preciosa luz. Esse desejo de estar à frente. Aquele ponto é seu. Mas lembre-se, a escuridão que envolve o ponto iluminado, e todo o resto, é minha. E aqui me sinto bem melhor. Longe dos holofotes, recluso e (i)limitado a minha doce escuridão.
E garimpando bandas. Eu sempre consigo isso. Conhecer bandas que já não mais estão na ativa. Mas enfim, pelo menos tenho um material que adoro.
Denali. Conheci em uma coletânea que um amigo meu me arrumou, e dentre várias bandas. A que agora me chamou mais atenção foi essa. Ele me mandou a música Relief, que por sinal foi uma das que mais gostei. Corri logo atrás de mais coisas deles. Já tenho dois álbuns. Denali e The Instinct. Isso apenas em um dia. Gostei muito. O clip de Relief também já o tenho. Ótimo Great great great....
Eles também lançaram um DVD, esse eu não fico sem.

Monday, June 18, 2007

E na madrugada revisitando os meus antigos cd´s encontrei Diamanda Galás o álbum Malediction and Prayer. É algo muito estranho, estranho mesmo. There´s No More Tickets To The Funeral, My World is Empty Without You, Iron Lady, The Thrill is Gone, dentre outras, são músicas dela. Gosto de muita coisa estranha também.Pra mim a música é algo que deve ser apreciada, degustada cada nota, cada palavra. E esse álbum ao vivo é, algo não posso dizer que lindo. Mas ao menos assim o soa para mim. Adoro o piano dela.Pois bem, não é sobre a banda em si que quero falar. Mas em especial de uma música que eu gosto muito. Gloomy Sunday, só pelo título você tira. A primeira vez que ouvi foi meio que acaso, no meio de um material enorme que minha prima me passou, a músicas a que mais gostei foi essa, perdida entre milhares de outras, solta. Quase que tímida. Amei. Essa música me despertou uma curiosidade imensa. Eu queria saber o porque disso, o porque de eu escutar essa música por várias e várias vezes e ter um prazer enorme em ficar somente ouvindo. Adoro coisas tristes. O que posso fazer?!Não estranho quando vou pesquisar mais sobre a música. Ela tem um histórico realmente punk (não no sentido musical). Essa música é de 1933, feita por um compositor húngaro chamado Rezso Seress. Gloomy Sunday é tão triste, mas tão triste, que foi PROIBIDA nas rádios. Porque as pessoas que já estavam depressivas começaram a se matar usando trechos da letra dessa canção em seus últimos bilhetes. Pronto, ficou conhecida como Suicide Song.A música fala de alguém descrevendo um final de domingo logo após a morte de uma pessoa muito próxima. A letra reclama até dos anjos. "Os anjos nem chegaram a pensar te devolver pra mim. Será que eles ficariam bravos então se eu começasse a pensar em ir encontrar você?"
Para não perder a poesia, vai um trecho em inglês:

”Gloomy is sunday,
With shadows I spend it all
My heart and I
Have decided to end it all
Soon there’ll be candles
And prayers that are said ‘I know’
But let them not weep
Let them know that
I’m glad to go”

{{{Também não pensem que eu estou pensando em dar continuidade a fama da música do suicídio. Não, não estou pensando em tal ato, ó, não, hoje não}}}
Billie Holiday fez uma cover da música em inglês, em 1941. Mas sinceramente, eu não gostei, acho que perdeu a essência. Ela chegou a mudar o terceiro verso da canção, para ver se aliviava um pouco e a música pudesse ser ser tocada no rádio. Gloomy Sunday saía dos gelados becos de Budapeste para virar internacionalmente pop na voz de Billie Holliday, com o adendo do verso um pouco mais, digamos, acalentador. Nesse novo terceiro verso, a pessoa acordava do pesadelo e a outra estava ali, dormindo do lado dela.Mas a fama de Suicide Song de Gloomy Sunday persistiu. A BBC inglesa aceitou tocar a música macabra, mas só em versão instrumental. Nos EUA ela não foi às rádios.A Björk também soltou a voz em uma versão da música pontuada por um saxofone cortante. Heather Nova, Sarah McLachlan e Sinead O’Connor também fizeram sua versão da música de Seress. Tirando o compositor, só encontrei referências femeninas cantando Gloomy Sunday. Com mulher fica mais triste ainda. E de todas as versões que ouvi, a que mais me encanta continua sendo com Diamanda Galás. É a mais "pesada"
Sim gosto dessa música, poderia até usá-la algum dia quem sabe? Mas provavelmente seria diferente, ao invés de Sunday, poderia ser Monday, Tuesday, Wednesday, Thursday, Friday ou quem sabe Saturday, vai lá se saber.

§§§§§§§§§O compositor da música, Rezso Seress, óbvio, se matou. Pulou do alto do prédio onde morava, em 1968. Trinta e cinco anos após a composição de sua música mais famosa§§§§§§§§§§§§